Archive for the 'Cinema' Category

Paranoid Park

21/07/2009

Gus Van Sant decidiu visitar a adolescência através de um parque imaginário.

É verdade que a história já existia em livro, mas ela foi modificada e melhorada neste filme. Não só Van Sant nós entrega uma carga de tensão grande, como transmite uma quantidade de sentimentos de forma detalhada, apenas com imagens. É notável!

O filme passa o tempo a “visitar” o que não existe e a dar-lhe forma. Por exemplo, querem melhor analogia do que a dos skaters com o tempo da adolescência? (viver sobre rodas e ao saltar, tanto se poder cair num terreno firme, como numa agreste ou até chegar mesmo chegar a cair)

Um destaque especial para a belíssima fotografia (que incrivelmente não têm efeitos especiais, pormenor importante perante as novas “fotografias”) de Christopher Doyle e Kathy Li . A imagem de Alex a caminhar enquanto folhas amarelas caiem, não sairá tão cego da cabeça.

4/5

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Vicky Cristina Barcelona

15/07/2009

Woody Allen define o seu público em Vicky Cristina Barcelona. Se obras aclamadas como Annie Hall ou Manhattan serviram para trazer todo o público ao seu mundo (por culpa do próprio que se perdia em palavras), este novo filme serve para mostrar a outra fase. É como se o Woody também continuasse a sua busca por algo que ele não sabe o que é.

Pega na câmera, nos seus actores (Rececca Hall está maravilhosa), em música, nas suas habituais ideias e leva tudo para Barcelona (ou outra cidade qualquer, logo que não seja na América) e cria um drama frio e cerebral.

É também possível fazer, neste filme, um interessante exercício de caça as mentiras: Verão? Outono; Espanha? Finlândia; amor? medo; felicidade? inspiração.

4/5

A nota pode parecer demais, e até me posso arrepender quando rever em DVD, mas não é todos os dias que um filme toca em assuntos tão interessantes de forma tão artística. Isto é muito mais que um Woody anual. 

Breach

17/05/2009

Acho notável a forma como, Billy Ray, elabora mentirosos. Neste caso, ele não criou Robert Hanssen*, mas criou um filme sobre mentiras.
Em Breach somos levamos a dimensão do filme, ou seja, entrarmos num (no) “mundo” onde é necessário desconfiar de tudo e de todos. E isso é realmente incrível.
A combinar com o filme esta a assustadora intrepertação de Chris Cooper e no seu alcance Ryan Phillippe (a sempre talentosa Laura Linney também aparece).

3/5

(se este filme tivesse tido um campanha de publicidade, era um filme de culto para muitos, aposto. Mas, como não estamos num mundo perfeito, ficamos-nos pelos Howard´s)
* porque deve haver gente a ler este blog, é bom esclarecer que Robert Hanssen foi (na vida real) um espião americano a colaborar com a Rússia. Trabalhou no FBI e conseguiu quebrar todos os sistemas de segurança.

21 Grams

11/05/2009

Uma história mais que vulgar, encoberta com um truque de mudança de tempo, dá origem a 21 Grams.
Não encontro palavra melhor para descrever a realização de Iñarritu, senão como – feia. A condizer estão as personagens que de humanas não têm nada (nem mesmo 21 gramas).
Safa-se as prestações dos actores que fazem um contraste neste “filme”.

1/5

Convém esclarecer que…

27/04/2009

darjeeling-limited-poster

…é dos meus preferidos (das estreias comerciais em Portugal) de 2008. Um dos melhores, senão o melhor.

(para os amantes das “estrelinhas”, este é um cinco)

Laitakaupungin Valot

27/04/2009

É bonito.

É difícil ver este filme e lhe ficar indiferente. A sua “aura”, o seu “clima”, o seu “mundo” e sua “criação” juntos formam uma perfeita harmonia.
Aki Kaurismäki prova que é um realizador de mão cheia. Talvez até tenha mais que cinco talentos.
A beleza da sua frieza é incrível. Até ao ponto de conseguir confortar o espectador com apenas 2 segundos de carinho ao longo de todo o filme. Incrível.

4/5

(dizem que Aki adora Portugal e passa cá todos os Invernos. Parece-me é que deve passar despercebido pelas ruas…)

The Squid and The Whale

17/04/2009

Sob a mestria da escrita de Noah Baumbach (conhecido por escrever para o talentoso Wes Anderson, que desta vez assume o papel de produtor) e da sua básica, mas eficiente, realização, conhecemos uma família de 4 pessoas que a partir de um jogo de ténis que dura menos de 2 minutos nos consegue envolver se forma surpreendente. O filme aborda como tema principal, porque existem vários, a forma como devemos ou não esconder dos outros o que realmente achamos se os amamos. E assim partimos numa aventura cómica e fria de apenas 78 minutos que é o suficiente para vermos dois adultos com vidas feitas e aparentemente realizadas e os seus dois filhos que crescem com os exemplos que vêm, ou que pensam ver. Terminando com uma incrível cena que merece ser vista várias vezes e que certamente nós ficar na memória durante muito tempo. É um peculiar filme que merece a atenção e o carinho de todos.

3/5

TransAmerica

17/04/2009

Num mundo onde ninguém aceita ninguém e onde há quem glorifique um homem por ter sido crucificado, mas na realidade passam a vida a “crucificar” todo o mundo, este filme têm algum mérito. Pegando num caso de um homem que quer se tornar mulher, e a partir da ai, começa uma jornada para conquistar o seu objectivo. O filme têm pequenas partes interessantes, mas peca por se diversificar sem sentido, colocando demasiadas situações que não têm interesse à história e a afastam do seu objectivo. A nível cómico o trabalho não é muito brilhante.
De destacar a incrível prestação da Felicity Huffman.

1/5