Archive for Maio, 2009

Ciclo João Bénard da Costa

28/05/2009

A “luta” de João Bénard da Costa vai ter um último suspiro na cidade do Porto. Não que a obra dele não fique para sempre, porque vai ficar, mas digamos que será a última vez que de forma directa “ele” nós entrega o seu “conhecimento”.

Qual a melhor maneira de o fazer? Respirar cinema. Será como uma grande homenagem que não se limita a recordar quem parte, mas preocupa-se em passar o testemunho.

Pelo cinema Medeida do Campo Alegre vão passar: Murnau, Sterberg e até Rivette.

Seja por Bénard ou pelo Cinema, é importante utilizar estas exibições.

“Intenções” de mesma coisa.

19/05/2009

A própósito da “nova cinefilia” (se existe uma nova ou não, pouco me importanta e isso nem vêm ao caso) vi a seguinte declaração de Guilherme Blanc no Ípsilon: “…num jovem cinéfilo que acha que as obras de Tarantino ou David Fincher “não justificam a aclamação com que têm sido recebidas”. Sabe que “passa por maluco”, porque “é a mesma coisa que, nos anos 60, alguém dizer que não gosta de Godard…”.

Estamos a comparar Fincher com Godard utilizando para isso a expressão “a mesma coisa”. Mas afinal o quê que isso significa?

Por um lado, temos o desumano David Fincher com os seus filmes de caractéres frios (exclua-se o Button que ainda não vi) e no outro canto temos Jean-Luc Godard iniciador da Nouvelle Vague , destruidor de academismos ao filmar pela primeira vez com uma camera na mão, criador de alguns dos argumentos mais originais da história do cinema (e talvez seja bom parar por aqui, porque estou a envergonhar o Fincher e não é minha “intenção”).

Repito: mas afinal o que significa “a mesma coisa”?

Ainda sobre Darjeeling.

19/05/2009

A bout de souffle

hotel chevalier

(não resisti a junta-las)

Breach

17/05/2009

Acho notável a forma como, Billy Ray, elabora mentirosos. Neste caso, ele não criou Robert Hanssen*, mas criou um filme sobre mentiras.
Em Breach somos levamos a dimensão do filme, ou seja, entrarmos num (no) “mundo” onde é necessário desconfiar de tudo e de todos. E isso é realmente incrível.
A combinar com o filme esta a assustadora intrepertação de Chris Cooper e no seu alcance Ryan Phillippe (a sempre talentosa Laura Linney também aparece).

3/5

(se este filme tivesse tido um campanha de publicidade, era um filme de culto para muitos, aposto. Mas, como não estamos num mundo perfeito, ficamos-nos pelos Howard´s)
* porque deve haver gente a ler este blog, é bom esclarecer que Robert Hanssen foi (na vida real) um espião americano a colaborar com a Rússia. Trabalhou no FBI e conseguiu quebrar todos os sistemas de segurança.

Beco.

16/05/2009

Um amigo, perguntava-me no outro dia, o quê que se passava com as estreias de cinema em Portugal. Dizia ele que eram cada vez menos.

Na realidade, são cada vez mais. No entanto, entendo a posição dele. Ele não falava em estreias, mas sim em “estreias”.
A única resposta possível parecia-me “não sei”, mas acabei por lhe dizer que Rivette em 2008 foi directamente para DVD.

Ele acabou por compreender.

Sublinhar.

16/05/2009

Não que o João Lopes precise do meu feedback, mas achei muito relevante o seu texto:Vida e morte do cinema português.

“Não sou carneiro”.

11/05/2009

Não que ache que alguém perguntou, mas se perguntar: falo aqui de filmes que não gosto e não tenho problemas com isso. Não tenho qualquer problema em ver o nome Michael Bay mais vezes citado do que Zurlini. Não é por isso que o trabalho deles vai mudar. Mas, …

Se não sabem o que gosto, ao menos que saibam o que não gosto.

(va, vou tentar dar mais atenção ao que gosto. Haverá, no entanto, alturas onde não vou resistir a demolir os “carneiros”, entenda-se os “buscadores de legitimidade”)

21 Grams

11/05/2009

Uma história mais que vulgar, encoberta com um truque de mudança de tempo, dá origem a 21 Grams.
Não encontro palavra melhor para descrever a realização de Iñarritu, senão como – feia. A condizer estão as personagens que de humanas não têm nada (nem mesmo 21 gramas).
Safa-se as prestações dos actores que fazem um contraste neste “filme”.

1/5