Gran Torino

29/03/2009

Cada filme apresenta na sua essência um tema que tenta abordar. Uns conseguem, outros tentam, outros nem chegam a tentar. Gran Torino vai mais longe, desenrola ao longo do filme, temas tão diversos como: o poder da igreja, a vida e a morte, a diferença cultural, a diferença entre gerações, os traumas de tempos passados, a importância da transmissão de conhecimentos, o preconceito, entre outros. Um deste temas bastava para criar um bom filme mas, aqui temos muitos e conseguem ser representados de forma maravilhosa e humana que só grandes mentes conseguem criar. Além de um magnífico argumento, o filme têm a sorte de contar com a perfeita filmagem de Clint Eastwood, habituado aos velhos padrões de cinema está sempre pronto a mostrar que a “velha guarda” ainda têm lugar nos dias de hoje, ou não fosse ele capaz de protagonizar o filme (diz ele que será a última vez que tal acontece) e deitar por terra toda a lista de personagens que construiu para dar lugar a sabedoria do tempo, trazendo um “Dirty Harry” humano. O resto do elenco, embora fique em segundo plano devido a interpretação de Clint, cumpre o seu papel como era de esperar ou não fossem quase todos os actores, pessoas vulgares sem carreira na representação. O filme termina com um dos melhores genéricos finais de sempre, devidamente orquestrado com uma música que copiado o nome do título, transmite sentimentos profundos.
Passem o testemunho: Gran Torino é uma obra-prima!

5/5

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