Archive for Março, 2009

Chicago

31/03/2009

Como inovar um musical?
Deve ter sido a pergunta colocada por quem escreveu o filme, ao qual conseguiu responder com uma grande inteligência. Utilizar os números musicais como momentos á parte, que na realidade não estão a acontecer, mas que conseguem apresentar personagens assim como as suas intenções. E é isso o ponto forte do filme. Pena que tenha sido usado de forma terrível e amadora.
Perante uma história pouco plausível é possível encontrar uma bela metáfora entre uma actuação e a fama, que nós é servida através de longos números musicais que se unem ao desenrolar da história propriamente dita, que muitas vezes fica em segundo plano devido as músicas. A filmagem do inexperiente Rob Marshall mostra uma pobreza de cenas que tinham tudo para dar certo.
De boas ideias o filme está cheio, era bom é que fossem conduzidas e realizadas a medida da sua originalidade. Aliás, tal como a fama subiu a cabeça da protagonista do filme, o mesmo aconteceu com a película, que não fechou o pano quando devia, embora tenha mostrado esse momento.

1/5

Mundo à parte

31/03/2009

O Papa fez, recentemente, declarações em África.
Mas, estranhamente, Alberto Negrin e Keenen Ivory Wayans não anunciaram um novo filme.
Já vi argumentos menores a chegar mais depressa a Hollywood. Estão a falhar, meus senhores.

Gran Torino

29/03/2009

Cada filme apresenta na sua essência um tema que tenta abordar. Uns conseguem, outros tentam, outros nem chegam a tentar. Gran Torino vai mais longe, desenrola ao longo do filme, temas tão diversos como: o poder da igreja, a vida e a morte, a diferença cultural, a diferença entre gerações, os traumas de tempos passados, a importância da transmissão de conhecimentos, o preconceito, entre outros. Um deste temas bastava para criar um bom filme mas, aqui temos muitos e conseguem ser representados de forma maravilhosa e humana que só grandes mentes conseguem criar. Além de um magnífico argumento, o filme têm a sorte de contar com a perfeita filmagem de Clint Eastwood, habituado aos velhos padrões de cinema está sempre pronto a mostrar que a “velha guarda” ainda têm lugar nos dias de hoje, ou não fosse ele capaz de protagonizar o filme (diz ele que será a última vez que tal acontece) e deitar por terra toda a lista de personagens que construiu para dar lugar a sabedoria do tempo, trazendo um “Dirty Harry” humano. O resto do elenco, embora fique em segundo plano devido a interpretação de Clint, cumpre o seu papel como era de esperar ou não fossem quase todos os actores, pessoas vulgares sem carreira na representação. O filme termina com um dos melhores genéricos finais de sempre, devidamente orquestrado com uma música que copiado o nome do título, transmite sentimentos profundos.
Passem o testemunho: Gran Torino é uma obra-prima!

5/5

Sicher Kino

29/03/2009

Não pretendo nada com este blog.
Apenas quero um lugar, onde possa deixar anotações sobre cinema, sem ter que abater árvores.
Portanto, a sua actualização ficará sempre ao sabor do vento.